Cérebro, Mal de Alzheimer, Depressão e Demência


Cérebro, Mal de Alzheimer, Depressão e Demência

O Instituto de Psiquiatria da UFRJ e a Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Ensp/Fiocruz) desenvolveram em parceria, projeto que investiga o efeito dos exercícios físicos no tratamento da depressão maior, doença de Alzheimer e doença de Parkinson em idosos.  A pesquisa investigou, inicialmente, o efeito do exercício físico apenas na depressão maior em idosos.
As doenças de Alzheimer e de Parkison são neurodegenerativas e muito prevalentes em idosos. Essas doenças não têm cura, e nem sempre um tratamento farmacológico é eficaz. O objetivo do projeto é, então, investigar alguns tratamentos não farmacológicos que possam colaborar com os medicamentos na melhora não só da resposta ao tratamento, mas também da qualidade de vida do paciente.
Esse fator também está associado à neurogênese, formação de novos neurônios no hipocampo do cérebro adulto. Com as evidências de que o exercício pode colaborar com o aumento da formação de neuronios, da formação de novas sinapses e na produção de novos vasos no cérebro e, ainda, o aumento de neurotransmissores. O trabalho poderia colaborar com uma melhora do humor, da cognição e da parte motora dos idosos.
A pesquisa investiga a atividade elétrica do córtex dos pacientes, o que a faz inédita. "Nós investigamos o eletroencefalograma antes e depois desse treinamento físico", diz Andréa. Além da atividade elétrica, os médicos avaliam a qualidade de vida, o humor (sintomas de depressão dos pacientes) e a parte funcional dos pacientes. Uma série de testes cognitivos é feita para avaliar a memória de curto e longo prazo e a atenção.
O programa tem uma sala no Instituto de Neurologia da UFRJ, com todos os equipamentos necessários para que os pacientes se exercitem. Eles treinam duas vezes por semana, em uma sessão de trinta a quarenta e cinco minutos. Os pacientes são divididos em grupos, os que fazem treinamento aeróbio, os que fazem treinamento de força e os que não fazem nada, só utilizam tratamento farmacológico. O objetivo é investigar se as atividades aeróbicas são o tratamento mais indicado para a redução dos sintomas.
Já foi identificado na depressão, doença que iniciou a pesquisa, que ao comparar o grupo que faz exercícios e utiliza o medicamento com o outro grupo que só faz a utilização do medicamento, sem o exercício, o segundo apresentou diminuição nos sintomas da depressão. "Houve melhora na capacidade funcional e um aumento da atividade cortical", afirma Andréa.
A doença do Alzheimer por exemplo é uma doença neurodegenerativa muito agressiva, em que o declínio cognitivo é muito rápido. Se nós conseguirmos deixar que esse declínio não aconteça de forma tão agressiva, isso já vai ser uma grande vitória. Se nós conseguirmos uma melhora, vai ser um resultado maravilhoso" , conclui a pesquisadora.


DEPRESSÃO E ATIVIDADE FÍSICA


ALZHEIMER


CÉREBRO SAUDÁVEL







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